terça-feira, 30 de setembro de 2008

O valor da informação (Parte II - A evolução dos meios de comunicação)

Nos últimos tempos, a informação vem sendo consolidada como o bem mais valioso da sociedade.

Com o grande avanço tecnológico, científico e a forte participação popular, a produção de informações e o processamento de idéias ganharam uma velocidade incrível, demandando dos meios de comunicação e da comunidade científica um controle bem mais complexo.

Em um tempo que, praticamente, para cada problema existe uma solução, que os conceitos de diferentes áreas se confundem e que a velocidade da comunicação atingiu níveis quase instantâneos, ter o mínimo de conhecimento pode ser considerado questão de sobrevivência.

Já podendo ser vista como sinônimo de maturidade, como a informação foi tratada durante o progresso da comunicação? Será que podemos dizer que os meios de comunicação possibilitaram que a sociedade participasse mais efetivamente no debate do conhecimento?

Na primeira parte mostrei as diferentes formas de expressão, como a informação é gerada, transmitida e recebida. A partir desses princípios básicos, podemos começar a compreender a evolução e seu valor durante a história da humanidade.

A evolução dos meios de comunicação

Antes de qualquer coisa, gostaria de me desculpar com os profissionais de comunicação e deixar claro que não tenho a pretenção de entrar em detalhes ou distorcer a história da profissão. Meu objetivo é, de uma forma mais objetiva possível, refletir como que a informação foi vista pela sociedade a medida que a tecnologia avançava e como isso contribui, de alguma forma, com o nosso comportamento nos dias de hoje.


Na parte anterior "imaginei" como seriam dois homens da caverna esboçando sua primeira "comunicação". Nessa época, face a vida primitiva e solitária, não haveria necessidade de uma expressão bem definida. A comunicação era feita basicamente através de gestos, gritos e rabiscos. Isso, inevitavelmente, causava conflitos quando uma compreenção mútua não se fazia possível.

Por algum motivo, fez-se necessário alguma organização. Com o tempo, os berros individuais foram dando lugar a expressões padronizadas e entendidas por toda a comunidade. Vivendo em harmonia, o homem foi deixando de ser nômade e começou a estabelecer moradia que o fornecesse condições básicas de sobrevivência.

Nessa altura, ficar de fora dos padrões seria como não ser aceito. Os ensinamentos seguiam entre gerações a partir dos mais velhos e cansados. Todas as informações de uma geração eram compartilhadas aos mais jovens, inesperientes e ansiosos, criando gerações cada vez mais preparadas para os desafios daquela época.

Porém, o processamento e armazenamento das informações se mostraram bastante limitados. O erro aprendido poderia ser perdido com o tempo, pondo em risco toda a comunidade. Naquela época, a falta de experiência os deixavam vulneráveis e qualquer descuido poderia pôr todos em risco.

Para um melhor controle do aprendizado, a evolução da escrita foi fundamental. Como trasmitir uma mensagem a distância no espaço e no tempo? Como garantir o registro da sociedade na história? Só a escrita seria capaz de garantir que o conhecimento atravessasse gerações com mais segurança. Uma verdadeira biblioteca, fonte de conhecimento.

Com a gradativa evolução da escrita, nasceu, mesmo com gravações em tábuas de pedra, a "imprensa" como a melhor alternativa de divulgação em massa das informações da alta sociedade. O advento do papel e da tinta foram primordiais para sua evolução.

A evolução que se seguiu dos meios de comunicação e da sociedade propciou o surgimento da ciência, agricultura, dos correios, do mercado, esporte, da sáude e de inúmeras outras práticas "organizadas" que ainda convivem conosco.

Com o grande crescimento das comunidades, a complexidade das guerras e das atividades sociais, era necessário uma comunicação que oferecesse mais segurança e agilidade. O advento dos pulsos elétricos foi primordial para solucionar essa demanda. Assim, surgiram os primeiros comunicadores.

Deixando de lado práticas como sinais de fumaça, refletores de luz, o código morse foi bastante difundido pelo telégrafo elétrico. A informação viaja pelas trincheiras de forma instantânea e somente quem entendesse os códigos seriam capazes de interceptar a comunicação. Logo se mostrou ineficaz, mas pode servir de base para outros equipamentos mais sofisticados.

A partir de uma evolução natural e utilizando o mesmo recurso foi que surgiu o telefone. A comunicação entre as pessoas começava a se tornar mais dinâmica e "segura". Mesmo se fazendo necessário de grandes investimentos e estruturas complexas, o ganho com a tecnologia era incalculável. Não pode ser considerado como um gerador de informações, mas é fundamental em sua circulação. Sem dúvidas, pode ser considerada como uma das grandes invenções do século XIX.

Pouco tempo depois, ondas eletromagnéticas viajavam pelo ar e eram transformadas em ondas sonoras, sinais digitais ou analógicos. O rádio foi o terceiro equipamento capaz de oferecer o receptor de forma popular. Assim, as informações podiam chegar a milhares de pessoas simultâneamente. Devido aos custos de implantação e manutenção, o transmissor ficava a cargo de grandes corporações e governos.

Fazendo uso da mesma tecnologia, a televisão transforma as ondas eletromagnéticas não apenas em som, mas também em imagens. Enquanto o rádio trouxe informações sobre as guerras as casas das famílias dos soldados, a televisão reuniu famílias inteiras na sala, atentas para enxergar o mundo que, antes, eram frutos apenas da imaginação. O mundo todo podeia ser visto por um tubo de vidro, dentro da sua casa.

Com tantas opções disponíveis, a informação passou a circular com mais velocidade e atingir regiões cada vez mais isoladas dos centros urbanos. O desenvolvimento dessas tecnologias propiciou uma forte inclusão social. Cada vez mais pessoas começavam a enxergar os acontecimentos do mundo.

Até aqui, a sociedade agia meramente como expectador e não tinha meios de participar da geração de informações, a não ser que trabalhasse com os meios de comunicação ou fosse cientista. Mas, logo surgiria uma forme de comunicação que seria capaz de convergir todas mudaria essa relação para sempre.

A internet e a mudança na nossa postura

Finalmente, o Computador Pessoal (PC) e seu recurso multimídia, nos brindou com a internet, uma rede de conunicação entre computadores do mundo todo, usando a linha telefônica já instituída. Com uma forte convergência dde mídias, a comunicação entre os computadores tornou o fluxo de informação ainda mais dinâmico e globalizado.

Nos últimos anos, presenciamos uma profunda evolução da computação e da internet, sendo capaz de assumirmos, de forma clara, o controle do transmissor pela primeira vez na história. Mesmo com algumas limitações e riscos, que será melhor abordado na próxima parte, a sociedade começa a ganhar espaço nos meios de comunicação, sendo capaz de participar do processo de ponta a ponta. Cada vez mais pessoas começavam a participar do evolução do mundo.

A era da informação

Acompanhamos uma profunda transformação na sociedade, principalmente, na forma de pensar. Contudo, perceba que a informação sempre foi determinante no desenvolvimento da sociedade. A capacidade e a maturidade de um povo sempre esteve intimamente ligado ao nível de informação agregada.

O que nos difere das civilizações antigas no tratamento da informação não está em sua importância, mas na nossa capacidade de geração, processamento, armazenagem e transmissão. Hoje, o conhecimento não é monopólio dos poderosos e está disponível a sociedade como um todo.

Enquanto antigamente a posição social e profissional de uma pessoa já estava deinida antes mesmo do seu nascimento e o conhecimento acumulado apenas definia quão bom seria naquilo que a vida o destinou, hoje, o futuro será determinado de acordo com a informação absorvida.

Atualmente, o que define a maturidade de um profissional é a quantidade de conhecimento que ele foi capaz de reunir durante toda a sua formação. Além disso, quando esse atinge um nível que o possibilita processar e gerar novas informações, se faz reconhecido e valorizado pela sociedade.

Por outro lado, alguns analistas andam preocupados com a forte exclusão digital e a falta de instruções aos mais jovens quanto ao "bom" uso das tecnologias. Afirmam que, com o tempo, poderá haver um grande abismo entre indivíduos bem informados, e, outros, totalmente excluídos e deficientes de informação.

Mais uma vez, a melhor solução para uma era chamada de "da informação" é fazer da escola o berço de todo o conhecimento e oferecer aos "adultos em formação" as condições necessárias de participarem da sociedade com dignidade e respeito.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Quando o chefe passa dos limites

por Viviane Macedo

Que não há empresa perfeita, todo mundo já sabe. Mas quando um profissional entra numa organização, o mínimo que ele espera é ser tratado com respeito, profissionalismo e ética. De fato, em muitas delas esses valores são levados rigidamente a sério. Em outras, nem tanto. E neste segundo caso, quem está no poder usa a autoridade de forma negativa, muitas vezes passando dos limites.

Esse tipo de assédio, diferente do que muita gente pensa, não é exclusividade de pequenas e médias empresas.

Luciana, que prefere não ser identificada com seu nome verdadeiro, é uma prova de que grandes corporações também são palcos para falta de maturidade e profissionalismo. Ela trabalhou mais de dois anos numa instituição financeira internacional e passou poucas e boas com a chefia. "Em momentos de estresse, além dos gritos, ouvíamos também xingamentos como: 'Como você é burro!', 'Você não pensa?' ou 'Sai daqui agora, não quero ouvir mais nada!'", conta a publicitária, que diz que não existia momento e nem local especifico para esse tipo de atitude por parte dos chefes. "Isso acontecia na frente de quem fosse - de outros colegas ou mesmo de fornecedores", lembra.

O tratamento, um tanto quanto desconfortável, fazia parte da rotina e não era uma antipatia com Luciana apenas - todos os outros funcionários sofriam com as mesmas ofensas e tinham queixas idênticas. "Quatro pessoas da minha equipe saíram por não estarem agüentando mais o ritmo de gritos, confusões e falta de oportunidade de crescimento", afirma.

Ela conta que, além do tratamento explosivo e desrespeitoso dos chefes, existiam poucas possibilidades de crescimento, pois, segundo ela, inseguros, os gestores não deixavam que o trabalho dos funcionários fosse visto pelos superiores. "Eles não sabiam lidar com novas idéias, com uma forma diferente de desenvolver os projetos. A cada nova sugestão, ouvíamos: 'ai, que droga! Já te disse pra fazer igual ao ano passado'...", diz.

Com o tempo, Luciana foi se adaptando à situação e aprendeu a viver com a personalidade dos chefes. "Deixei de dar importância à falta de tato, aos berros. Passei a conversar apenas o necessário com eles e trabalhar esperando um reconhecimento externo - do mercado, de fornecedores, de gerentes e diretores de outras áreas. Tudo menos deles, pois sabia que não teria mesmo", conta.

Hoje, fora desse ambiente hostil e já num novo emprego, ela vive naturalmente mais calma, tem uma rotina de trabalho completamente diferente e não tem dúvidas de que o bom relacionamento com os superiores muda a dinâmica e o desenvolvimento do trabalho. "Já tinha trabalhado em outras empresas onde o clima e o relacionamento eram bons, e agora voltei a viver isso. Acho que uma boa relação subordinado-chefe fica mais transparente e ajuda o dia-a-dia a ser mais fácil. As idéias fluem melhor e com o feedback de um bom gestor o profissional pode contribuir para o desenvolvimento da empresa e para o seu próprio desenvolvimento", opina.

Como reagir a uma situação como essa?

Luciana, mesmo não concordando com a situação, tentou manter a calma e em poucos momentos bateu de frente com a chefia. Esperou o momento certo e, com outro emprego em vista, deixou a empresa. Mas nem todo mundo consegue agir com tamanha frieza e cálculo - muitos acabam agindo precipitadamente e nem sempre são bem-sucedidos nessas atitudes. Para Jerônimo Mendes, consultor e escritor do livro "Oh, Mundo Cãoporativo! – Lições e Reflexões" (Editora Qualitymark), o primeiro a fazer é ter calma, não agir por impulso. "Num primeiro momento, o melhor mesmo é ser calmo. Não revide, absorva o impacto, espere os ânimos esfriarem para, aí sim, tomar uma atitude", aconselha.

Mas calar-se não vai resolver e nem cessar a situação indesejada no relacionamento com o chefe. Mendes afirma que se a transparência existe de cima para baixo, ela também precisa existir de baixo para cima. "A única maneira de acabarmos com esse círculo, onde só quem está em cima fala e quem está embaixo obedece, é enfrentando a situação de igual para igual. É com base na transparência, no diálogo, colocando em cima da mesa que a situação está desagradável. É preciso existir esse feedback invertido também", observa.

O consultor empresarial Sebastião de Oliveira Campos compartilha da opinião de Mendes. Para ele, o profissional tem uma participação muito grande no que acontece entre ele e o chefe. "No processo de seleção, você já começa a perceber o chefe. Se ele tem uma postura extremamente agressiva durante o processo já é o momento de se posicionar. Não é dizer: 'Olha, não grita comigo!'. É falar: 'Eu sempre trabalhei em empresas em que tinha abertura para diálogo, com um clima de muito respeito entre as pessoas e eu prezo esse clima no ambiente de trabalho'. Dessa forma, o profissional já começa a mostrar para o futuro chefe que não vai aceitar determinados tipos de atitudes", afirma Campos, que acredita que esse seja o melhor caminho para iniciar uma relação saudável entre chefe e colaborador.

Para ele, impor limites é realmente o grande segredo para o sucesso da relação chefe-subordinado. "Há anos trabalhando com consultoria, já vi, por várias vezes, o chefe tratando dois subordinados de formas completamente diferentes. Um sabia impor limites na relação e o outro simplesmente aceitava aquela situação insustentável", diz Campos.

Sair é a solução?

Quando o relacionamento se torna insustentável e a empresa não apresenta nenhum posicionamento com relação a isso, mesmo tendo conhecimento de tais atitudes da chefia, não há muito o que fazer. "Você não pode se tornar um escravo do trabalho. Se os valores da empresa não são compatíveis com os seus, é sinal de que é hora de sair, é hora de buscar um novo emprego", diz Campos.

Mendes afirma que desafios vão existir em qualquer empresa, mas é preciso encontrar uma em que você se sinta bem, realizado. "Não somos obrigados a nos sujeitar a todo custo, em qualquer situação. Hoje temos oportunidades diferentes. Claro que vamos encontrar pressão em qualquer empresa, mas há duas maneiras de isso acontecer: o lado positivo e o lado negativo. Pressão que leva ao crescimento é uma coisa, agora pressão que humilha é outra - essa é negativa para qualquer profissional e não deve ser alimentada", afirma Mendes.

Dicas dos consultores

A relação é, sim, delicada. Então, as atitudes também devem ser pensadas e calculadas. Se você passa por uma situação de desconforto com o seu chefe, siga as dicas dos consultores e consiga sair bem dessa situação.
  • Mantenha a calma e evite ao máximo agir movido pelas emoções do momento;
  • Seja verdadeiro, não tenha medo de dizer a verdade e impor limites;
  • Se for preciso, mude. Não se torne refém de um trabalho infeliz. Isso pode trazer problemas no futuro;
  • Não aja por impulso, pois você pode se arrepender;
  • Chefes são transitórios. Então, se achar que a empresa vale a pena, espere um pouco mais, tenha calma.
Nós queremos saber a sua opinião sobre o assunto. Então, não deixe de acessar o nosso Fórum, que traz a pergunta: Seu chefe lhe trata mal?


Fonte: Catho - Carreira e Sucesso

sábado, 27 de setembro de 2008

Bill Gates vs Steve Jobs

Bill Gates e Steve Jobs direto do iWorld da Apple. Assista o vídeo:



Veja também o esteriótipo dos usuários dos principais sistemas operacionais:
Fonte da imagem: iCore

Bom fim de semana!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A segurança na era da tecnologia (Parte I: O valor da segurança)

Ainda hoje enfrentamos criminoso que driblam seguranças armados e munidos de inúmeros aparatos tecnológicos. Por mais que se incorpore equipamentos de segurança e aumente o rigor nos processos, sempre se descobre um ponto vulnerável que pode pôr tudo a perder.

Ao mesmo tempo, câmeras estão sendo utilizadas por pais que desejam monitorar o comportamento dos empregados no cuidado com seus filhos enquanto estão ausentes. Sem contar a evolução da perícia e do serviço de inteligência da polícia, que em posse de recursos sofisticados é capaz de desvendar crimes com mais eficácia.

Será que o avanço tecnológico foi capaz de nos oferecer mais segurança ou o advento desses equipamentos podem ser uma ameaça real a nossa privacidade? Até que ponto a tecnologia é capaz de nos oferecer segurança e quando ela se torna prejudicial? Será que a evolução vem tirando nossa liberdade e contribuindo com um “sufocamento social”?

Segurança máxima

Vamos partir do pressuposto que a segurança máxima só é atingida com a exclusão extrema de qualquer possibilidade de violação. Um objeto para estar completamente seguro não pode ser visto ou oferecer qualquer acesso. Em visão simplificada, o objeto que não dispor de qualquer “informação”, inclusive de sua existência, nunca poderá ser violado.

Analogamente, poderíamos dizer que um computador totalmente seguro seria o que se mantivesse desligado ou, talvez, que não tivesse arquivo algum. Somente estaríamos totalmente seguros, se absolutamente ninguém acreditasse na nossa existência ou, até mesmo, estivéssemos “não vivos”. Não poderíamos ter contato com nada que pudesse ameaçar a nossa saúde, mesmo que fosse vital, como o ar ou a água.

Sendo assim, podemos dizer que a existência mínima da "informação" é o item mais primitivo para que haja qualquer ameaça na segurança. Ao mesmo tempo, devemos determinar o outro extremo para que, ao menos, garanta a viabilidade da nossa sobrevivência. Consideremos a vida ou a existência da "informação" como fundamental. Ou seja, ao mesmo tempo que oferece ameaça, a "informação" é a premissa da existência.

O equilíbrio da informação

A informação pode ser definida como um objeto qualquer, a própria vida, uma mensagem ou digitalmente, no formato de arquivo. Uma representação qualquer do nosso mundo que tenha definição e possa ser interpretada. Sendo assim, possui características, formas, definições, objetivos e, principalmente, valor. Esse último é que, geralmente, determina sua importância e quanto possa despertar cobiça.

Vamos dizer que cientistas descubram uma utilidade valiosa para as cascas de bananas. Sendo divulgada largamente, teríamos uma corrida às bananas, tal como a corrida do ouro e petróleo em tempos passados. Visto por esse ângulo, a regra básica da manutenção da segurança é a garantia absoluta da não difusão das informações e, consequentemente, a desinformação sobre qualquer possibilidade de valor.

Esse processo de desinformação põem em risco a nossa liberdade e até o direito básico de ir e vir. É como, sendo rico e valioso, precise mentir sua fortuna ou sua posição geográfica a todo momento. Nessa hora é que se faz necessário o uso da inteligência e tecnologia para oferecer as condições básicas, mesmo que seja necessário abrir mão da própria privacidade.

A segurança necessária para uma informação está diretamente ligada ao seu valor, nos limites encontrados e na privacidade que se perde em busca da liberdade perdida. Para que esse valor possa se justificar e trazer os benefícios esperados, é preciso saber o ponto certo de equilíbrio entre essas forças.

Mas, mesmo assim, quem nunca sonhou em agregar valor a vida? Quando esse valor pode ser cobiçado e envolve riscos, quanto de liberdade e privacidade estará disposto a ceder? É fundamental definir o valor desses atributos para sua vida, nem sempre o conquistado compensa a vida perdida.

Oportunidades da Semana (2 Vagas)

ANALISTA DE SISTEMAS SHAREPOINT - RJ - Temporário

- Experiência em especificações funcionais e técnicas em .Net;
- Desejável conhecimento em Sharepoint, Infopath e Workflow Foundation
- Experiência em ambiente Web;
- Avaliar e levantar os requisitos do projeto, baseado nas informações
obtidas junto ao cliente
- Apoiar os usuários em assuntos específicos de sistemas, conforme
solicitado (emissão/geração de relatórios, alterações específicas de
software, etc);
- Orientar os programadores, dando suporte, no que diz respeito ao
desenvolvimento de códigos otimizados e que ofereçam velocidade e
desempenho esperados no escopo do projeto/atividade;
- Conhecimento em arquitetura de informação;

Salário: a combinar
Horário de Trabalho: 8h às 18h, seg a sex
Local de trabalho: Centro


ANALISTA DE TI JUNIOR (LINUX) - RJ

- Ensino médio completo, cursando nível superior
- Experiência comprovada na função
- Experiência em Linux
- Conhecimentos em gerenciamento de rede, windows server e plataforma de IP
- Disponibilidade de horário.

Salário: R$ 1.500,00 + VR + VT
Horário de Trabalho: 09:00 às 18:00 h
Local de trabalho: Centro do Rio de Janeiro/RJ

Candidatos dentro do perfil favor enviar o currículo no corpo do e-mail para rh@slmrh.com.br com o título da vaga no assunto.


SLM Recursos Humanos
www.slmrh.com.br

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Existe felicidade plena no trabalho?

por Letícia Fagundes

"O que você quer ser quando crescer?" Todo mundo ouviu isso quando criança e, como toda criança, repleta de sonhos e ingênua quanto a problemas, imaginou uma profissão - qualquer que fosse ela - muito bonita e feliz. Natural. Quando pensávamos na função, lembrávamos apenas do lado bacana e florido da história.

"Quando a gente responde que quer ser médico, nunca passa pela nossa cabeça que serão horas de plantão, que você vai ver muita gente doente, que vai demorar anos estudando sem ganhar nada e ainda assim vai ralar muito para ter um salário digno no final do mês", afirma Paula Bianca de Oliveira, 27 anos.

Ela não é médica. Trabalha com Comunicação Corporativa, mas conhece bem a ilusão da busca incessante pela felicidade plena no trabalho. Mudou muitas vezes de emprego e o máximo que permaneceu em uma mesma empresa foi um ano e meio. "Antes de entrar no mercado, eu pensava que trabalho fosse um passo para a realização. Desde a primeira experiência, descobri que tudo era ilusão. Tudo na vida vai ter seu lado ruim."

A constatação, porém, não faz Paula abrir mão da própria "inquietude". Pelo contrário. Hoje, ela analisa que é muito positivo o fato de não haver perfeição em lugar nenhum. "De todas as experiências que eu tive até hoje, eu nunca estive 100% feliz e eu nunca vi ao meu redor pessoas 100% felizes. Eu acho que é natural do ser humano. A gente tem altos e baixos, se empolga e desempolga, muda de opinião e de vontades. Uma pessoa que está muito satisfeita não evolui. Um pouco de insatisfação é o que motiva a buscar o novo, nos faz crescer, querer desafios."

Habituado a lidar com profissionais em busca de uma nova colocação no mercado, Renato Waberski concorda: "O ser humano é um eterno insatisfeito. O profissional que me procura tem sempre algum problema. Ou é salário, ou ambiente, não ir com a cara do chefe... Mas realmente acaba sendo uma ilusão achar que em um novo emprego ele irá encontrar a perfeição. Muitas vezes ele vai ganhar bem, mas não terá tanta perspectiva de crescimento. Outras vezes, ele terá perspectiva, mas estará trabalhando longe de casa. E assim por diante."

Consultor de carreira da Thomas Case & Associados, ele até tem uma lista de fatores que mais provocam o desejo de mudar:
  • Remuneração;
  • Ambiente de trabalho;
  • Falta de perspectiva;
  • Não fazer o que gosta;
A psicóloga Bárbara Demange também alerta: "As pessoas não podem ter tudo na vida. Ganhar muito, trabalhar pouco, morar perto do emprego... Isso não existe. Não há cargo em que a pessoa vai estar 100% feliz. Importante é fazer o que gosta e ter competência para isso."

Bárbara, que tem formação na França, veio para o Brasil fundar a DA Consulting, com o objetivo de trazer para o universo de consultoria justamente a expertise em avaliação comportamental, projetos de competência, seleção de altos executivos e criação e condução de Assessment / Development Center.

Para ela, muitas pessoas habituam-se a reclamar sem nem saber o porquê desta atitude. "Eu vejo pessoas que reclamam o tempo todo. Nunca nada está suficientemente bom e o grande problema é que elas não propõem soluções! Uma pessoa pode reclamar quando ela mostra que ela tem razão para isso. Vamos reclamar menos e fazer mais o nosso melhor! E, de novo, se for para reclamar, reclame com fatos na mão e apresente soluções. Reclamar por reclamar não vale!"

Xô ilusão!

Para não cair nesta verdadeira roda-vida de sonhos e conseguir, realisticamente, ter uma vida corporativa feliz, é necessário colocar os pés no chão. "Não acredite em tudo o que as pessoas falam. A política da empresa pode até ser muito bacana, mas que 100% dos funcionários são felizes... Eu não acredito nisso, não é possível, porque a gente tem de ver as expectativas pessoais e individuais de cada um", continua Bárbara.

Em tempos de divulgações de rankings das melhores empresas para se trabalhar, ela aponta que devemos ter muito cuidado: "A empresa é a melhor no ranking de responsabilidade ambiental. Mas se você não se importa com isso, talvez não conte muito. Às vezes, a gente se impressiona com os outros e acaba descobrindo que a grama do vizinho é da mesma cor da nossa. Por isso, avalie mesmo os pontos positivos e os negativos, porque ambos existem sempre!"

Uma importante dica deixada por Waberski diz respeito a planejamento e prioridades: "Muitas vezes, o profissional tem uma noção leiga do mercado e por isso precisa de uma orientação. É necessário saber o que quer realmente." Ele propõe que cada um se faça sempre duas perguntinhas que têm relação direta com o autoconhecimento:

"O que me faz feliz?" e "O que é mais importante para mim neste momento?"

Paula já respondeu essas perguntas. "Lidar com pessoas não é algo fácil. Isso, pra mim, sempre foi uma dificuldade. Então, hoje, uma condição básica para eu me sentir feliz no trabalho é com relação ao meu relacionamento com as pessoas. Se eu tenho um ambiente agradável e harmônico, isso conta 80%! Outros 15% são aprendizado e 5% remuneração."

Ela garante que agora não aceita propostas que não levem em conta isso. Pode ter salário tentador ou outras vantagens, mas caso ela perceba que não há um ambiente positivo e de "constante evolução", ela não aceita. Ela afirma que não se arrepende de ter essa postura e que atualmente considera-se, sim, uma profissional feliz.

"Hoje, estou em um trabalho onde eu identifico isso. São gestores que têm vontade de que as pessoas cresçam com eles. É importante que você tenha alguém em quem se espelhar. Se eu não tiver um ganho, uma contrapartida, não vale a pena. Eu já mudei de emprego para ganhar menos por acreditar que aquilo ia me fazer evoluir. E foi, com certeza, melhor para mim."

Paula já definiu a própria prioridade. E você?

Fonte: Catho - Carreira e Sucesso

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Foco nas oportunidades (Parte III: Nos limites da viabilidade)

Ser um empresário de sucesso está diretamente associado aos resultados alcançados. E quando o fator tempo é minimizado contrapondo o forte retorno financeiro, a fórmula do negócio é desejada por todos.

Não é apenas de capa de revista e entrevistas para jornais nobres que vive um profissional bem sucedido. Antes da glória, ele precisa enfrentar muitas reuniões. Sempre haverá uma batalha e muitos caminhos a serem perseguidos. Nesse jogo imprevisível e nem sempre leal, uma escolha errada pode pôr tudo a perder.

As edições anteriores da série "Foco nas oportunidades" focaram assuntos como identificar as oportunidades observando as necessidades do mercado, a qualidade refletida da equipe nos produtos e serviços e o poder da informação na captação de clientes. Buscando, de forma simplificada e objetiva, expor os maiores desafios de quando se deseja abrir o próprio negócio.

Mas, como é possível identificar a viabilidade de uma grande idéia? Como colocá-la em prática de forma segura sem surpresas? Quais as possíveis consequências quando as decisões são tomadas sem planejamento adequado?
Para melhor visualizarmos essas questões, avaliemos a seguinte situação.

Achei ouro! Estou rico?

Enfim, você tirou suas férias. Resolveu se aventurar em uma ilha vulcânica no pacífico. Em uma das suas caminhadas, descobre uma gruta e resolve explorá-la. Em posse de poucos instrumentos, apenas uma lanterna o auxilia em sua ousadia ao adentrar pelos túneis cada vez mais estreitos.

Eis que, após cerca de uma hora de exploração, você avista uma parede refletindo a luz da lanterna. Você não é pessoa mais indicada para identificar formações rochosas, mas te parece uma grande "pedra" de ouro. Você não perde tempo e sai correndo para contar o achado a toda sua família - "Estou rico, estou rico". Entusiasmado, já começa a imaginar o que poderia comprar com o dinheiro que provavelmente irá ganhar.

Cautela antes de entrar no jogo

Afirmar estar rico ao descobrir ouro é o mesmo que confiar no sucesso por achar estar oferecendo o melhor produto ao mercado. O tão badalado "diferencial". Infelizmente, ter uma mina de ouro em mãos não é garantia de sucesso. Mesmo que a descoberta mereça comemoração, ainda será preciso definir inúmeras estratégias capazes de construir a segurança suficiente em transformar o que reluz em resultados.

Certamente você já deve ter se deparado com aquele amigo disposto a abrir o seu próprio negócio dizendo ter encontrado um produto diferenciado e com todos os quesitos capazes de lhe garantir um grande sucesso. Sem, ao menos, ter dado o primeiro passo ou realizado qualquer avaliação séria sobre o assunto, já soma em seus objetivos projetos de ampliação e realizações dos seus sonhos mais fabulosos.

O mercado corporativo não é brincadeira e entrar nesse jogo sem o mínimo de preparo, inclusive psicológico, pode ser frustrante. Também não é uma ciência exata, em que existam passos pré-definidos que garantam as expectativas. É fundamental ter paciência, boa visão do mercado, objetivos bem definidos e, acima de tudo, "pé no chão". Pensar em um passo de cada vez. Os primeiros resultados virão durante a caminhada na direção correta.

Transformando a riqueza em resultados

Com a riqueza em mãos, antes de qualquer euforia, é preciso estudar, mesmo que superficialmente, todos os caminhos possíveis para que seja processada e transformada em resultados. Os primeiros resultados serão um aliado na manutenção e aperfeiçoamento de todo o processo.

O maior desafio está na definição do processo ponta a ponta. Será como conquistar terras nunca exploradas ou sem qualquer mapeamento disponível. Por isso, quanto mais informações você for capaz de reunir, menor serão as chances de não vingar.

Não deixe de estudar as tentativas mal sucedidas e identificar os seus pontos de fracasso. Além de recolher informações sobre outras empresas do mesmo ramo de atuação. Quanto melhor for definido o processo, melhores serão os resultados obtidos.

Quando não se dispõe de recursos suficientes para execução do processo, talvez seja necessário assinar contratos e vincular aos resultados como garantia. Esse procedimento aumenta consideravelmente os riscos. Desta vez, você estará obrigado a acertar, caso contrário sua riqueza se tornará uma grande dívida.

Definições do processo

Imediatamente após a descoberta do o ouro, faz-se necessário o planejamento do processo como um todo. Usando nosso caso das montanhas, poderíamos sugerir a seguinte situação:

  • Extração: Formular um plano de retirada da rocha que cause o menor dano ao material e no menor custo. É claro, levando-se em consideração todas as questões políticas da área.
  • Transporte: Após sua retirada, será preciso encaminhá-lo para o processamento. Nesse caso, a logística precisa ser cuidadosamente pensada.
  • Armazenagem: No caso da extração ser mais eficiente do que o seu tratamento, é preciso destinar o produto bruto a um local adequado e seguro.
  • Processamento: Essa fase terá impacto direto nos resultados. A qualidade do produto definirá o seu valor de mercado, sendo necessário seguir padrões.
  • Venda: Pronto! Aqui os resultados serão mensurados de fato. Para isso deverá procurar fechar o melhor negócio.
Além dos desafios e complexidade de cada etapa, ainda haverá a preocupação com a manutenção de toda a estrutura, uma melhoria constante nos processos e a garantia do cumprimento dos acordos firmados.

É fácil perceber que não basta ter um bom produto em mãos para abrir o seu próprio negócio. A questão é bem mais complexa e envolve inúmeras questões. O importante é estar preparado e amparado por bons profissionais.

No mais, a questão primordial na definição da viabilidade é fazer com que todo o seu processo consuma menos recursos do que é capaz de gerar. Seguindo sempre essa lógica, já poderá relaxar e voar por entre os seus sonhos.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

A tecnologia e a infância (Parte I: Conquistando o mundo)

Podemos não nos dar conta, mas é sabido que a tecnologia existe desde os primórdios da nossa existência. Ela não apenas caracteriza a evolução ou novidade, mas está presente em tudo que, de alguma forma, foi fundamental no auxílio nas práticas cotidianas, na sobrevivência da sociedade.

O nascimento é natural e comum à todos, o que nos diferencia é a nossa percepção do mundo que nos cerca. Como funciona essa percepção? Quais os limites da influência da tecnologia no comportamento e na personalidade de uma pessoa? Até que ponto a tecnologia pode ser útil ou prejudicial na educação infantil?

Toda criança busca uma identificação, um herói, uma imagem semelhança a ser seguida. Geralmente, observada dos adultos como os familiares, professores, seus ídolos e amigos. Da mesma forma, na escola, sua educação é baseada em costumes, valores e preconceitos definidos pela sociedade.

A menina, com bonecas e eletrodomésticos de brinquedo procura auxiliar a mãe nos afazeres domésticos. O menino, dono da casa, busca no pai aquele conselho com a “mulherada” e se empolga quando o pai traz aquelas máquinas estranhas do trabalho.

A modernidade vem modificando drasticamente a formação familiar. Mas a dinâmica se mantém. A mãe, solteira, mostra ao filho como ser prestativo e carinhoso com sua esposa. A filha vê na mãe trabalhadora seu futuro independente e vencedora.

Pode parecer óbvio, mas, o primeiro ponto para se oferecer uma educação correta, é entender que uma criança é um adulto em formação, visto de um nível social. Tudo que ele for capaz de absorver nessa fase servirá como aprendizado nas etapas seguintes.

Não existe fórmula mágica para uma boa educação, muito menos é fornecido um manual quando se põem um filho no mundo, mas existem alguns parâmetros desejáveis para o seu bom desenvolvimento.

A criança nasce sem qualquer orientação ou entendimento do que o mundo representa e quais os riscos ele irá enfrentar. É fundamental que durante seu período de amadurecimento, que engloba entre seu nascimento até cerca dos dezoito anos, todos os seus passos sejam monitorados e controlados.

Quanto mais novo, mais fácil e melhor será o entendimento da criança sobre as lições apresentadas. Mesmo que ainda não consiga se expressar verbalmente, é fundamental interpretar os sinais físicos que ele, com certeza, estará emitindo. Principalmente, em relação as curiosidades que nessa fase ficam evidentes.

O que isso tem haver com tecnologia? Muita coisa. Diferente do que muito se diz, não é conveniente distanciar as crianças da tecnologia. O importante é apresentar o mundo da forma que ele é, sem excessos ou privações. Qualquer bloqueio pode aguçar sua curiosidade e seu interesse pelo proibido e, consequentemente, criar problemas com a expectativa reprimida.

Não é bom censurar a criatividade e as idéias de uma criança, por mais louca que possa parecer. Levando em conta que nessa fase o aprendizado é mais fácil e que ter informações sobre tecnologia será fundamental na sua fase adulta, apresentar esses elementos de forma gradativa, planejada e natural e deixá-lo encontrar respostas e conquistar suas próprias vitórias podem trazer bons elementos na sua personalidade, percepção do mundo e comportamento.

Hoje em dia, quando pensamos em tecnologia, vem logo a cabeça computador, internet, celular, mas nem sempre foi assim. Décadas atrás, se discutia a influência do rádio e da TV, inclusive o videogame, na educação infantil. Mais atrás ainda, crianças se viam impedidas de brincar próximo a fábricas, pontes e maquinário de construção.

Visto por esse ângulo, percebemos que essa questão não é novidade. Muito pelo contrário, é um dilema que atravessou gerações, onde apenas os elementos foram trocados, seguindo uma evolução tecnológica natural. Entender assas essências básicas da criança pode ajudar no momento de definir ações que possam auxiliar na sua educação.

Para evidenciar ainda mais essa tese, talvez você já tenha se surpreendido com a "inteligência" de uma criança, que é capaz de manipular equipamentos com uma facilidade incrível. Muito além dos adultos. Fica evidente o seu alto nível de aprendizagem nessa fase. Assim, deixá-lo distante desse mundo, pode ser considerado um crime para o seu desenvolvimento. Além do mais, esses serão os desafios enfrentados quando atingir a fase adulta.

O importante é fornecer o máximo de "conhecimento" e "informações" sobre o mundo. Ao menos, apontar onde e como ele será capaz de obter essas informações. Mas, sempre, procurando desenvolver sua capacidade de processá-las, tirando o melhor proveito possível. A escola é a melhor aliada nessa tarefa e precisa estar alinhada com os pais.

Quando conquistar suas próprias asas, terá incorporado conhecimento suficiente que o capacitarão a voar cada vez mais alto, evitando, acima de tudo, surpresas em épocas em que o mundo competitivo não aceita quedas com tanta facilidade.

Para que a criança goze de uma formação rica e sem vícios, basta apresentar o mundo de forma objetiva e clara, disponibilizando uma boa quantidade de informações possíveis sobre os mais variados assuntos. Não esquecer de enfatizar o que realmente pode ser útil em sua vida, o alertando dos riscos que certas escolhas envolvem. Mas, tenha sempre em mente, que será dele as responsabilidades por cada passo e nada poderá fazer, contra ou a favor.

Tenha em sua confiança o melhor aliado para oferecer uma educação adequada. Nunca se esqueça, que, por mais que não sinta, ele será sua imagem semelhança e buscará nos seus conselhos o melhor caminho a percorrer. Não desperdice essa chance com excessos de proteção e cautela.

Não deixe transparecer fraqueza, mantenha a firmeza e o equilíbrio. O mínimo que se espera de um líder. Conquiste o amor e o carinho pelo respeito e nunca pelo poder.

No mais, curta seu lado criança novamente e aproveite para aprender tudo que ele é capaz de te ensinar. Essa troca será valiosa tanto a eles quanto aos já formados, ditos adultos.

Veja também:
A importância da tecnologia na educação
Tecnologia da educação infantil
O uso da tecnologia da informática na educação: Uma reflexão no ensino com crianças
A influência da tecnologia na vida de crianças e adolescentes dos pequenos centros urbanos
Blog: O PC e a criança

domingo, 14 de setembro de 2008

Internet: maior e mais arriscada

Especialistas afirmam que 100 mil máquinas escravizam computadores para praticar crimes
por Luciene Braga

Rio - O número de brasileiros na Internet, de 2000 a 2008, cresceu 900%. Segundo a empresa e-bit, que monitora o mercado, a explosão acompanhou o comércio via web. Só no ano passado, foram R$ 6,2 bilhões em compras. Mas a segurança fora da rede ganhou também o espaço virtual. Em 2007, R$ 300 milhões dessas compras foram registradas em sites falsos, frustrando o consumidor.

O risco ainda é maior que fazer as compras. Dados da Polícia Federal mostram que hoje há, no mundo, pelo menos, 100 mil computadores “botnet” (que escravizam outros micros para praticar crimes). Computadores viram “zumbis”, quando usuários baixam arquivos chamados “maléficos”, com programas que invadem a máquina e os tornam instrumentos para disparar novos programas, que podem, além de capturar dados e senhas, distribuir conteúdos ilegais.

CRIMES CIBERNÉTICOS

Enquanto o Congresso Nacional não se entende na votação da lei que vai instituir a punição para os crimes cibernéticos, os usuários nem percebem que suas máquinas estão sendo utilizadas pelas organizações criminosas especializadas.

Os sintomas de que o computador foi escravizado podem ser percebidos quando os computadores se tornam muito lentos, congelam sem razão aparente ou desligam abruptamente.

Segundo o chefe da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, Adalton de Almeida Martins, o efeito é igual ao de um telefone que recebe ligações de várias pessoas ao mesmo tempo: “A linha cai. Fica sem falar por um tempo. É preciso desconfiar quando isso acontece com o computador. Essa é só uma das linhas de ataque.

Quando a grande rede de golpes invade um banco ou uma grande empresa, o prejuízo é ainda pior: eles as extorquem, em troca de preservar os sistemas”, revela.

Fonte: O Dia

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Cresça junto com a equipe

Seu chefe conhece sua equipe? Mais: ele sabe quais são seus potenciais sucessores? Se a resposta for não, tome cuidado. Você pode empacar seu crescimento na carreira se não souber mostrar os talentos do seu time. Hoje, mais do que desenvolver seus substitutos, as empresas querem conhecê-los, saber se o investimento em desenvolvimento e retenção está realmente valendo a pena e, principalmente, se você está fazendo direito a lição de casa.

“São poucos ainda os profissionais que têm a visão e o preparo para expor seus substitutos aos olhos de outros líderes”, diz Robert Wong, diretor e sócio da Partnership & Learning, empresa de educação empresarial, em São Paulo. “Mas essa é a postura que as companhias esperam dos líderes hoje.”

Empresas como Unilever, Eli Lilly e Toyota vêm exigindo essa atitude de seus líderes até nas avaliações de desempenho. Tanto interesse em conhecer o que cada um do time entrega (e como entrega) existe porque os chefes dos chefes querem identificar as habilidades de cada um na empresa para saber com quem podem contar em cada projeto. Eles querem também conhecer os possíveis substitutos em cargos estratégicos. “Tanto quanto mostrar resultados financeiros, uma das minhas metas é justamente desenvolver e expor os talentos da minha equipe”, diz o engenheiro carioca Rony Golczewski, de 31 anos, gerente nacional de negócios da área de cuidados críticos da Eli Lilly do Brasil, que comanda um time de 19 pessoas.

Rony sabe que para subir na empresa precisa fazer a equipe crescer — e aparecer. Para isso, seu trabalho no dia-a-dia é boa parte dedicado ao desenvolvimento dos profissionais. “Uma das minhas funções é ajudar cada profissional a conquistar seus objetivos de acordo com a estratégia da empresa”, explica Rony. “Procuro saber quem quer fazer parte de outra área, desenvolver as habilidades necessárias e, claro, apresentá-los aos outros líderes da companhia. ”Isso porque a sucessão na Lilly não acontece necessariamente na mesma área — um outro forte motivo para que todos os líderes conheçam os talentos de sua empresa, aliás.

Rony também procura criar maneiras de expor seus profissionais, como incluí-los em projetos especiais, em apresentações para os líderes da empresa e fazer com que eles acompanhem visitas a campo com diretores e até com o presidente. “Isso permite que eles evoluam e estejam preparados para assumir outras posições”, afirma. Sua equipe tem até oportunidades de apresentar dissertação de mestrado, livros ou soluções de negócios para outros setores.

Efeito Cascata

Essa estratégia também é usada pelo administrador de empresas carioca Waldyr Roma, de 31 anos, gerente nacional de desenvolvimento de redes da Toyota do Brasil. Waldyr aprendeu a lição com seu próprio chefe logo que entrou na Toyota. “O meu diretor me deu oportunidades de realizar cursos e treinamentos internacionais e conhecer outras operações da empresa em diversos países, o que fez com que outros executivos pudessem conhecer meu trabalho”, diz.

Hoje, Waldyr faz o mesmo com sua equipe, oferecendo desafios para que cada um mostre sua capacidade de gerar resultados e enfrentar os problemas. “Em reuniões com o diretor e com o vice-presidente, sempre convido um analista para que possa participar das discussões”, afirma. Antes, ele orienta seu subordinado a preparar apresentações e relatórios para que outros superiores possam ver o seu trabalho. O que ele vem ganhando com isso? Promoções. Em cinco anos, ao deixar substitutos bem preparados, ele passou de consultor de vendas a gerente nacional.

Na Toyota, essa estratégia vem dando bastante resultado. Segundo Waldyr, as principais funções da empresa estão sendo assumidas por profissionais da própria casa. O que traz uma vantagem competitiva para a Toyota, uma companhia que é modelo de inovação e também de competitividade. “Empresas que expõem seus talentos crescem mais rápido”, afirma Carlos Diz, diretor do Instituto de Liderança Executiva, no Rio de Janeiro. “Embora as multinacionais estejam à frente em relação a essa política, não vai demorar muito para que as brasileiras também cobrem essa atitude.”

Além de a companhia cobrar, é fundamental que o profissional esteja preparado. Muitos ainda temem perder o cargo, ou que muito brilho na equipe ofusque o seu próprio.“Os executivos precisam incorporar nas suas tarefas descobrir e desenvolver os potenciais talentos”, reforça Vera Durante, diretora de recursos humanos da Unilever e responsável pelo acompanhamento dos 2 500 funcionários da empresa no Brasil. “Para isso é preciso preparação e uma boa dose de coragem.”

Faça você mesmo

Cinco atitudes para pôr em prática diariamente e fazer o trabalho da sua equipe aparecer:

1 Prepare os funcionários para que eles possam fazer apresentações de projetos para o seu chefe.
2 Permita que eles participem de projetos especiais e, se possível, deixe que eles liderem esses projetos.
3 Convide alguns talentos da equipe para representar a empresa em conferências, palestras e eventos, levando apresentações da companhia.
4 Coloque uma pessoa em seu lugar quando tirar férias, respondendo formalmente ao seu superior.
5 Deixe que seu substituto tome algumas decisões estratégicas, e não somente siga suas orientações.

Entrevista

Robert Lauterborn diz que grandes líderes só prosperam se enriquecerem seus funcionários
Por Fabiana Corrêa

O consultor americano Robert Lauterborn já foi diretor de marketing da General Electric nos Estados Unidos e hoje ganha a vida aconselhando as maiores empresas do mundo sobre a gestão de suas marcas. Ele está lançando o livro Os 4 Es de Marketing e Branding (Campus/Elsevier), escrito em conjunto com o brasileiro Augusto Nascimento, outro especialista na área. Os tais Es são uma evolução do conceito lançado pelo papa mundial da área, Philip Kotler.Diz que, além de ponto-de-venda,produto,preço e promoção, as empresas que querem continuar no mercado precisam investir em: enlouquecer concorrentes, encantar clientes, entusiasmar funcionários e enriquecer todo mundo. Os novos mandamentos valem também para os gestores de pessoas, que não irão alcançar os resultados sem envolver as equipes diretamente no negócio e torná-las mais ricas do que são hoje, seja em conhecimento, dinheiro ou experiência de vida. Nesta entrevista, ele explica como aplicar as regras para a sua carreira.

- É possível animar a equipe em períodos de dificuldade?
Eu sempre pensei que meu dever,como gestor, era criar um ambiente em que todos os que trabalhassem conosco fizessem o melhor trabalho de suas vidas. Oportunidades e reconhecimento são essenciais nesse processo. Condições econômicas ruins não são tão importantes quando você faz com que as pessoas amem seu trabalho.

- E como se faz isso?
Há aí um trabalho que não é apenas dos gestores de recursos humanos, mas do departamento de marketing. É o pessoal do marketing que precisa, também, entusiasmar os funcionários e transformá-los em consumidores da marca.

- Esse entusiasmo e a obrigação de enriquecer os outros podem ser levados para a nossa carreira?
Absolutamente. Um dos quatro Es diz respeito a encantar e fazer de seu empregado o seu principal consumidor. Esse conceito diz que o funcionário tem de fazer parte de qualquer esforço em que você esteja empenhado para ganhar mercado. Por exemplo, na International Paper (um dos maiores fabricantes mundiais de papel para livros e jornais) fizemos um campanha publicitária chamada A Força da Palavra Impressa, para incentivar os jovens a ler e escrever mais. E o principal foi o envolvimento de todos os funcionários nos esforços. Perguntamos a eles sobre como ajudar o sistema escolar em suas comunidades. Aconselhamos os funcionários a tornaremse tutores da educação para adultos locais. Eles realmente se envolveram e passaram a admirar mais a marca.É assim que um líder deve agir: enriquecendo a vida das pessoas e gerando entusiasmo.

- Quais são os benefícios de se aplicar os Es para a carreira?
Sua equipe vai trabalhar melhor e ter um desempenho acima da média. Não só sua empresa vai prosperar, mas as pessoas que estão em torno dela também, o que é essencial para a sobrevivência de uma companhia hoje.

- Quais empresas melhor aplicam os Es?
Bom, as de sempre: Apple, Coca-Cola, GE. Está fora de moda pensar em negócios importando-se apenas com os próprios ganhos e benefícios. Por que elas enriqueceram tanto? Elas deixaram seus donos mais ricos, certamente, mas também ajudaram a enriquecer seus empregados e a família deles. - Você acha cínico ser socialmente responsável só porque é importante para os negócios? Claro que há uma série de pessoas fazendo isso apenas pela pose, mas, mesmo assim, não é de todo mal, porque a contribuição é importante. Mesmo que seja cínico, não é tão ruim, pois vai gerar algo de positivo para a comunidade. Ou seja, ainda que as razões da liderança sejam cínicas, os funcionários e a comunidade em torno terão algo de bom.

Fonte: VOCÊ S/A.
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Abrace um desenvolvedor!


Achei isso neste blog.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Seu chefe precisa saber mais que você?

Você está com um baita problema relacionado ao projeto. O código do módulo de faturamento do seu sistema está apresentando uma falha e não está atualizando os campos de previsão de entrega no site, onde o cliente consulta o status do pedido.

Você sente que precisa de ajuda para corrigi-la. Seus colegas mais próximos estão todos ocupados e não têm como lhe ajudar. Você precisa corrigir o defeito o quanto antes porque os clientes já estão ligando para o suporte e reclamando da falta da informação no site.

Você então recorre ao seu chefe para que ele lhe ajude. Com a prática moderna de trabalho em equipe, é perfeitamente comum ele estar tão próximo de você quanto seus colegas. Parênteses aqui: chefe? Quem tem chefe é índio, diriam os analistas de RH. Onde já se viu as pessoas usarem essa palavra nos dias de hoje, ainda mais nas empresas de TI! Mas sejamos francos: por mais que tenhamos nos acostumado a chamar nosso "superior" de líder, ainda temos nosso DNA de "peão" e ainda o vemos como chefe. E isso vai levar ainda um bom tempo pra mudar. E além do mais, falar "chefe" em vez de "líder" ajuda na semântica.

Mas esse não é o assunto em questão. Fechemos os parênteses e sigamos com o exemplo: você pede um auxílio para seu chefe e ele, em vez de abrir o código com você, diz que não domina totalmente aquela tecnologia e, usando suas habilidades de negociação e persuasão, encontra e destaca rapidamente alguém capacitado para lhe ajudar. O problema é resolvido e tudo é entregue corretamente. Mas você fica com aquele pensamento em mente: - como o cara é meu chefe se ele sabe menos que eu dessa tecnologia? Aí está uma resposta para a qual você só vai descobrir a resposta depois que se tornar "chefe".

No ambiente de trabalho, há diversas formas de você chegar a uma posição de liderança. Dependendo da empresa, também podem existir diferentes tipos e perfis de liderança desejados. Você pode tornar-se líder pela sua capacidade técnica ou por habilidades como capacidade de negociação, organização, etc. E isso implica em lidar com situações diferentes daquelas do mundo meramente técnico.

Em outros casos, a empresa pode contratar um líder que venha "de fora", com o intuito de que sua função seja realmente liderar/gerenciar um projeto. E para isso ele não precisa conhecer uma tecnologia a fundo. Talvez nem precise conhecer nada sobre ela. Mas ele certamente precisa ter outras habilidades que façam jus à posição que ele está ocupando. Saber encontrar o melhor recurso com rapidez para agilizar a entrega de uma tarefa, como no exemplo citado, pode ser uma delas.

Quem trabalha com projetos (se bem que isso vale pra outras áreas também) sabe que sobre o líder ou chefe recai uma carga muito grande de expectativa. Quando ele parece não atendê-la, fica sempre ou aquela pontinha de decepção (porque você depositava uma certa confiança nele e ele não pôde te ajudar), e/ou uma pontinha de inveja (porque você acha que sabe mais do que ele e isso faz bem para o seu ego).

O fato é que o líder ou chefe tem que saber disso e, principalmente, saber lidar com isso. Ele precisa ter jogo de cintura e saber endereçar os problemas para que sejam resolvidos bem mais do que saber resolver propriamente a questão, metendo a "mão na massa". E é por essas habilidades que ele ocupa essa posição.

Aqui encontramos outro erro em relação a essa figura: o de achar que o líder é/parece ser/se sente superior. Quem sabe paramos de encarar o trabalho do líder como algo assim tão superior ao de um técnico? Ambas as posições são extremamente importantes para a empresa. No fundo, elas apenas possuem atribuições diferentes, mas de igual significância. Obviamente que um líder pode carregar um peso extra em termos de responsabilidade, dependendo de como está estruturada hierarquicamente a empresa. Mas nem sempre isso está refletido nos rendimentos financeiros dele.

Pelo contrário, é cada vez mais normal o líder ser apenas um papel e não uma posição. Sendo assim, ele não necessariamente vai ter um salário maior que o seu. É claro que se ele tiver, as sensações descritas anteriormente se intensificam. Mas antes de criticar o líder e querer estar na posição dele, saiba primeiro se você tem condições e habilidades para isso. Fora dos nossos olhos, diversas outras situações acontecem e o líder precisa lidar com várias delas e tomar decisões das quais, muitas vezes, nem ficamos sabendo.

Há várias possibilidades e oportunidades para o papel do líder ou chefe. Você pode se deparar com uma delas um dia. Se você, por alguma razão, receber a tarefa de liderar, pense nisso. É um momento perfeito para treinar a sua empatia e descobrir o quanto você consegue ser resiliente.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Convite Abril.com aos blogs: A grande polêmica

Como foi publicado no início da semana, fui convidado a participar de um time de blogueiros selecionados pela Abril.com, os chamados VIPs. Ao mesmo tempo que desconfiei das reais intenções da poderosa editora, me senti honrado pelo "reconhecimento". Mesmo sendo um convite em massa, com mensagens padrões e passos orquestrados, haveria de existir algum critério para que eu estivesse entre os "selecionados". Face a enormidade quantidade de blogs existentes, talvez o meu rostinho "bonito" estampado na página tenha sido o "diferencial".

Parece que a iniciativa da Abril.com está sendo vista com desconfiança e revolta por alguns da blogosfera. Fico feliz em ver que o espírito independente de um blogueiro deva aflorar nessas situações e que a crítica possa promover um debate de idéias e opiniões que sempre expoem as vísceras de qualquer jogo político.

Eu não sou jornalista ou formado em qualquer área similar. Sou analista, formado em Ciência da Computação, tendo como matérias fortes, durante minha vida escolar, a matemática e a física. O português não costuma ser bem articulado entre os profissionais de exatas. Não que sejamos semi-analfabetos, mas há uma certa dificuldade de expor suas idéias de maneira simples e objetiva. Não é por acaso que os livros dessa área são infinitamente mais complicados e cansativos de ser acompanhar. Sendo assim, o blog foi uma maneira que encontrei de exercitar essa escrita e, ao mesmo tempo, filosofar sobre tecnologia e sociedade.

Se você pesquisar por qualquer artigo escrito há meses atrás e comparar com algum atual, perceberá uma evolução incrível. Sei que preciso melhorar ainda mais, mas, para uma pessoa que nunca freqüentou uma aula sequer de técnicas de escritas e que sempre teve na redação e na leitura o seu maior entrave, há de considerar uma imensa vitória.

Ao mesmo tempo, os meus textos não buscam vincular a notícia ou surpreender quem o lê, procurei uma linha de promoção do debate, do diálogo, da reflexão. Assim, todos que aqui visitam terão uma visão imparcial de questões que envolvem o comportamento da sociedade perante a evolução tecnológica, abordado de diferentes ângulos.

Eu acredito que você tenha gostado da minha iniciativa, refletido e visto ser uma forma inteligente e interessante de abordar um assunto polêmico e que envolve a nossa vida como um todo. Bem, é o que eu acho. Se fizer um breve tour pelo histórico no rodapé da página, encontrará muitos assuntos interessantes que aqui já passaram. Porém, tenho a real noção que esse tipo de informação é infinitamente menos valorizada, principalmente no "mundo dos blogs". Atualmente, tenho servido muito mais para pesquisas escolares, através das buscas do google, do que um disseminador de informação e idéias de fato. Muito longe de referenciar estudos e artigos acadêmicos.

Essa dificuldade, uma caminhada lenta, já era esperada. Nesse aspecto, o blog cresceu bastante. Durante esses poucos meses, não foram somente os textos que ficaram melhores. O layout foi adaptado aos poucos, incorporando ferramentas de apoio e se tornando mais atrativo. E a minha participação nas comunidades e em outros blogs me ajudaram bastante (comentando, "linkando" e sendo "linkado"). Mas o mais gratificante foi receber de amigos e "desconhecidos" (que viraram contatos profissionais) elogios, críticas e reconhecimento. Quem é blogueiro sabe que o mais gostoso nessa história toda é sabermos que tem gente lendo e se identificando com as nossas idéias. Mas, reconheço que tudo isso faz parte do jogo.

Além de melhorar a escrita, o debate e o interesse sobre um assunto que gosto, a idéia de ter um blog veio a partir de leituras de artigos acadêmicos estimulados pelos professores da pós-graduação. Já achava fundamental a um profissional possuir um biblioteca (original) como referência em casa, se interessar, procurar ler e escrever artigos também induz valor para um bom profissional. Por isso as publicações possuem esse tom de artigo. Quem sabe, no futuro, poderei reunir todas essas idéias e servir de base para publicar um livro sobre a evolução da tecnologia? Tudo isso, gradativamente e sem compromisso.

Agora, o que acontece quando você recebe a proposta de escrever esses mesmos artigos em uma ferramenta de blogs com um "qualquer" vínculo a um portal de notícias de grande porte? Mesmo que seja um em um milhão de VIPs, esteja sendo "usado" para promover uma ferramenta ou agregar mais conteúdo para uma empresa poderosa, pessoalmente, ainda será vantajoso.

Mesmo assim, faço ressalvas, que a referência e autoria possa sempre ser respeitada quando esse conteúdo for aproveitado "gratuitamente". Ainda sim, estaria firme no meu singelo objetivo de me tornar um profissional melhor capacitado e reconhecido. Até porque para alguns, ter um artigo seu publicado em uma revista de grade circulação vale mais que muito dinheiro. São diferentes pontos de vista. Talvez, algum dia, quando tiver o reconhecimento desejado, possa abrir mão de qualquer "ajuda" e seguir novos rumos. Com certeza, agradecerei a todos que, de alguma forma, me ofereceram uma oportunidade, ínfima que seja.

Talvez, como diz em uma das críticas, parte das reais intenções da editora: "Diminuir a pressão da crítica contra o seu reino ou, somente, as ter em seu poder". Tanto faz! Em uma visão capitalista de marketing, a idéia pode ser considerada brilhante, e quem não o faria? É mais um motivo para comemorarmos a grande evolução e força que os blogs vem conseguindo nos últimos anos. Deveríamos comemorar que sejamos considerados como um ponto de solução para problemas enfrentados por grandes instituições.

Apesar de não achar certo criticar por criticar e julgar perigoso desrespeitar aqueles que nunca negaríamos uma mão estendida, vejo com bons olhos as críticas feitas. Acho realmente válidas e inteligentes. Contudo, só faltou entender que o mundo possui diferentes intenções e perfis, que, talvez, a idéia da Abril possa não atender a todos, mas tem seus méritos e, que, seja apenas uma unha de um corpo inteiro, pode ser um bom começo ou, caso contrário, fique apenas na promessa.

Como comentei em uma das críticas que li, que o maior desafio da Abril não seria que fossemos "blogar" lá, mas que os mantesse e respeitassem essa confiança despejada por muitos profissionais. Ainda acrescentei que não traria transtorno algum avaliar a proposta. Até porque não foi assinado nenhum contrato de exclusividade em um período fechado.

Cabe a cada um de nós avaliarmos os melhores caminhos a trilhar. Mas, em um mundo cada vez mais competitivo, dar as costas a um chamado desses pode parecer tanto louvável, visto pelo ângulo da Abril, quanto desperdício, visto pelo lado profissional. Mas, somente o tempo será capaz de nos dizer se foi uma boa aposta ou não. O risco? Voltarmos e continuarmos com o bom e velho blogspot. Pelo menos, a mim, não há nada a perder.

Me permitam encerrar com uma crítica:
Em todas as críticas que li (ponho os links no fim dessa publicação) encontrei afirmações que indicam a falta de respeito em usar um conteúdo fértil e inteligente de profissionais, sem vícios, "contados da forma mais verdadeira possível", comercialmente, sem um contraponto "justa" ao autor.

Acho as palavras realmente bonitas. Mas, que enfraquecem a nossa luta contra a usura, censura e a livre circulação de informações. Dizendo isso, estaremos pondo em dúvida nossas próprias atitudes quando, sem perguntar, somos capazes de publicar cópias fieis de materiais, reportagens e artigos de revistas, jornais e outros profissionais. Algumas vezes, inclusive, com pequenas alterações e comentários, sem aviso e apenas indicando a fonte. Seria isso que a Abril estaria disposta a fazer e estão tão preocupados?

Não estou dizendo que todos fazem isso e nem, ao menos, que isso é certo ou errado. Mas, sabemos que essa é uma prática comum entre os blogs. Contudo, acho isso ótimo! Nesta "Era da Informação", promover uma melhor circulação desses conhecimentos pode ser o diferencial para alcançarmos posição de destaque em um contexto mundial. Isso faz parte de um projeto ambicioso de educação continuada de uma sociedade. E, acredito, que as editoras não vão ficar de fora desse processo que considero natural.

Confira o trecho do termo de uso da Abril blog criticado:
= O Usuário concede licença de uso irrevogável, perpétua, global e livre de royalty para uso, exposição pública, publicação, exibição pública, reprodução, distribuição, transmissão, adaptação, alteração e promoção de seu conteúdo publicado nos blogs em qualquer mídia da Abril.
Confesso que o assunto é polêmico. Mas essa não seria a essência dos blogs?

Me desejem sorte!

E viva a tecnologia.

Recomendo fortemente a leitura das críticas:
Me faz um favor? Não lê mais jornal não, tá bom?!
Proposta indecente da abril blogs

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Análise do Windows Vista pela Apple



Eu ainda acho que lutar contra a supremacia da Microsoft dessa forma é enxugar gelo.


Na minha singela opinião, visto pelo ângulo dos objetivos de uma empresa capitalista, o melhor produto é aquele que mais vende. Se o sistema da Apple for melhor como produto e sendo o objetivo da Apple, tenham-se como satisfeitos. Vocês alcançaram o sucesso. Fechem a fábrica e vão para casa descansar.

Infelizmente, no mundo capitalista, nem sempre o melhor produto é o mais aceito, entende?
Se fosse assim, comeríamos beterrabas com cenouras todos os dias.


É sempre bom pensar nisso antes de idealizar um produto e sua estratégica de Marketing.
Não foque muito no que o seu cliente sonha, mas o que ele estaria disposto a comprar (em todos os sentidos possíveis da palavra).


To errado?
1 - Vai dizer que você não pensou em McDonald´s quando leu a frase destacada em azul?
2 - Você realmente acha que compramos apenas o produto ou toda a conjuntura que o envolve?
3 - Se você fosse a Microsoft, realmente se preocuparia em ter a melhor tecnologia no seu software ou manteria a conjuntura firme?

Até quando isso será assim, não sei...
Está aí um desafio para os próximos anos... é só acompanhar e ver no que vai dá.
Uma coisa é certa, o responsável por essa estratégia poderá ser candidato ao prêmio Nobel.

Até lá...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O orgulho de ver o Quintal crescer

Toda criança, em formação, aponta uma pessoa como a sua fonte de inspiração. Normalmente, essa nomeação se cai ao pai ou a mãe.

Outros preferem encontrar suas referências nos mais experientes e, consequentemente, mais calmos.

No meu caso, busco inspiração na minha avó. Além do grande afeto, falar manso e olhar de confiança, foi uma mulher guerreira e com sede de vida.

São em suas palavras que encontro forças para enfrentar os momentos mais nebulosos e inspiração nos meus projetos. Ela costumava dizer que tudo precisava ser enfrentado de frente, que mentir, enganar, relaxar poderia ser um caminho mais fácil e "menos doloroso" de uma conquista, mas apagava a glória e destruía a honra. E um homem sem sua honra perde a identidade.

Uma mulher sem preconceitos, que com a paciência impecável mostrava a todos os seus netos que se alguma coisa tivesse de ser feita, teríamos que nos dedicar ao máximo para obter os melhores resultados. Para ela, não importava quantos obstáculos teríamos que enfrentar, mas quantas vitórias haveríamos de conquistar. E que a maior vitória de todas era ser feliz a todo custo.

Acho que, para uma mulher que amava, acima de tudo, as pessoas, eu e os meus primos éramos sua fonte da juventude e sua inspiração. Sentíamos o seu orgulho e alegria ao receber o abraço sincero de cada um de nós.

Infelizmente, eu e meu primo não tivemos a oportunidade de cumprir com a promessa de nos formarmos antes do seu falecimento. Ela nos deixou antes de conhecer seu primeiro bisneto, que nasceria meses depois. Mas temos a certeza que cada passo que damos em nossas vidas, contamos com sua ajuda em um patamar mais alto e com todo orgulho.

Essa semana, a família Carreira deu mais um singelo passo e amostras de reconhecimento de seu esforço e dedicação. Enquanto meu primo demonstrava a família o resultado de meses de trabalho e dedicação, eu recebi o convite de participar de um grupo VIP de "bloggeiros" selecionados pela Abril.com.

Não tenho detalhes sobre como foi esse processo, quantos serão os VIPs e quais os critérios utilizados. Mas, seja qual for, sempre é bom ver seu trabalho ser reconhecido de alguma forma. E, tenho que admitir que o blog melhorou muito desde seu lançamento há quase 7 meses atrás.

Sendo assim, comunico que o Quintal Virtual, a partir dessa semana terá uma "filial" na Abril.com: http://blogs.abril.com.br/quintalvirtual. No momento, estou fazendo alguns ajustes e republicando os melhores artigos. Continuarei a publicar os novos artigos por aqui e não tenho a mínima ideia o que farei. Vai depender do andamento e da proposta da Abril.

Para celebrar esse lançamento a Abril promoverá um evento em São Paulo com todo o time de VIPs. Espero poder estar presente.

No mais, gostaria de agradecer a todas as pessoas que de uma forma ou outra me incentivaram a continuar pesquisando e escrevendo. Me desculpo por qualquer abobrinha que tenha dito, mas blog é isso, manifestações de opiniões e suposições.

Deixarei todos informados assim que tiver mais detalhes.

Forte abraço a todos,
Rodrigo Seco

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

PMI-Rio no Terceiro Setor

Curso de captação em gerenciamento de projetos no 3º setor

:: O objetivo deste Curso de Capacitação em Gerenciamento de Projetos é apresentar aos seus integrantes, todos eles profissionais de organizações promotoras ou executoras de projetos para o Terceiro Setor, a Metodologia Básica de Gerenciamento de Projetos para o Terceiro Setor, desenvolvida pelo Grupo PMI-Rio no Terceiro Setor, e também conduzir atividades práticas relacionadas a essa metodologia.

Próxima turma: XVII (mais informações)
Período de 01/10/2008 a 27/11/2008 (nos dias 19 e 20/11 não haverá aula)
Aulas as 4ª e 5ª no horário de 18h:30 às 21h:30

Inscrições até o dia 12/09/2008
Local: Av. Presidente Vargas, 730 - 24º andar – Centro (Banco Central)

Preencha o formulário de inscrição em anexo e o envie para pmirio@pmirio.org.br.
Solicite o formulário de inscrição através deste email.
Valor a título de doação: R$ 50,00 (custeando material didático, certificados e outras despesas administrativas).

por Elisabeth Pereira
Gerente de Projeto

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A tecnologia quebra recordes no esporte - Parte II

Leitura opcional: A tecnologia quebra recordes no esporte - Parte I

Os jogos olímpicos de Pequim surpreenderam com a forte demonstração de realização e preservação das origens culturais chinesas.

Tudo foi detalhadamente projetado para ser considerada como a melhor olimpíadas da história. Das cerimônias de abertura e encerramento ao brilho dos atletas, certamente, deixa um sentimento de querer mais.

Além da audiência recorde, nunca tantas marcas haviam sido quebradas em uma mesma competição. O nível dos atletas impressionou e evidenciou a evolução do esporte em todo o mundo.

Com presença marcante nas olimpíadas de Atenas, em 2004, e maior agora, em Pequim, a influência da tecnologia no desempenho dos atletas fica inegável e gera polêmica.

A cada geração são apresentados atletas com melhor desempenho, rompendo a barreira do que a sociedade possa identificar como "humano". Uma fábrica de resultados que intriga, vivendo entre os aplausos e as críticas.

Não há como negar que o forte avanço tecnológico dos últimos tempos vem impulsionando os resultados no esporte. Mas, como e até que ponto é possível associar a tecnologia ao esporte? Quais os principais fatores que explicam a evolução no desempenho dos atletas? E como esses avanços podem beneficiar no cotidiano da sociedade?

O esporte e a tecnologia

Para encontrar respostas à essas e outras questões é necessário, primeiro, definir e expor os conceitos de tecnologia, sua dinâmica e objetivos. Muito se discute sobre sua influência na sociedade, mas leva-se pouco em consideração as suas origens e motivações.
Então, o que vem a ser tecnologia?

Tecnologia é, diante a uma necessidade encontrada, o estudo de um processo através do aprimoramento contínuo da técnica. Ou, simplesmente, a "arte" ou ciência do estudo da técnica.

Diferente do que alguns imaginam, o uso de circuitos digitais não define tecnologia. De fato, a evolução tecnológica recente se confunde com o avanço da eletrônica e, por consequência, da computação. Contudo, podem ser considerados apenas equipamentos frutos de diversos estudos técnicos que foram aprimorados através dos tempos.

O produto resultante de uma tecnologia pode ser um processo industrial, equipamento, conceito ou até uma simples resposta. De uma forma ou de outra, a principal motivação é a busca por soluções que melhor se enquadre aos desafios encontrados pela sociedade em geral.

Podemos definir esporte como um conjunto de métodos e técnicas que, limitadas por regras bem definidas, visam, a partir de um ponto específico, alcançar objetivos determinados.

A competição exige, do atleta, superação física e muita concentração para melhor execução das atividades. Visto a necessidade de um estudo contínuo e dependente de aprimoramento, os limites e objetivos definidos, não seria absurdo considerar o esporte como uma ciência, ou seja, uma modalidade de tecnologia.

A evolução natural dos estudos sobre cada modalidade esportiva contribui de forma significativa no aperfeiçoamento de sua prática. Como em qualquer estudo, é aceitável a aplicação de outras modalidades tecnológicas. Legitimando por completo a participação do esporte na comunidade científica.

Sendo assim, fica claro que, como toda sociedade, o esporte, como ciência, sofre a influência natural e direta da evolução tecnológica. Avanços de diferentes áreas podem indicar, por exemplo, um movimento mais eficiente ou até uma dieta mais adequada. É o esporte participando de forma efetiva do ciclo tecnológico, gerando e utilizando conceitos.

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